Quando a empatia não entende que só será possível considerar o outro quando você passar a se considerar e que se colocar no lugar do outro não é viver a realidade dele, e sim tentar proporcionar algo bom a quem está ao seu lado, nada acontece.
Empatia é sobre o que você faz por alguém quando ninguém está vendo, mas também é o que você faz por você quando está sozinho.
Segundo pesquisas, o Brasil é um dos países que menos considera o outro. Então, nesta edição nº1 da Editoria Textos Literários Clorotifum, precisamos pensar e repensar sobre a arte de viver em uma sociedade mais saudável.
Vem se encantar com essa reflexão literária.
É preciso recomeçar…
Essa semana Mariana falou sobre a importância de recomeçar – e do quanto precisamos nos permitir a isso. Ontem Marcela me disse tchau e me desejou sorte. Foi recíproco. Anteontem foi Raquel quem me disse: “vida que segue”.
Abracei Felipe num dia desses e agradeci pela oportunidade.
Hoje, recomecei: acordei mais cedo pra não sair de casa atropelando todo mundo, coloquei uma camiseta que eu não usava há meses e hidratei o meu cabelo como não fazia há tempos. Pensei no quanto o corpo é uma máquina perfeita, quando cuidada, e troquei minha vontade de devorar uma barra de chocolate por um copo de salada de frutas. Troquei minha vontade de sair atropelando tudo por um tempinho a mais cuidando da minha pele.
Não foi difícil, só desafiador.
Disse que amava Letícia, ri com Mariana – mais uma vez. Falei obrigada por tudo o que a natureza nos proporciona e aqui estou com Maíra, após termos tido um momento especial com Carolina.
A cada segundo, tenho me permitido encarar o novo, a entender que quando as pessoas precisam ir, elas vão: seja para o céu, para outro lugar do mundo ou para nossas memórias. Lembrei de Thaíssa – que olha por nós – com Raíra e me senti grata por ela ter introduzido a palavra empatia na minha vida. A capacidade de sentir com o outro é mesmo viciante, Thaíssa.
Na verdade, nunca vamos saber exatamente o que o outro está sentindo, mas, assim como você, ele só precisa de alguém que lhe diga: “tô contigo”. Tô contigo, Mãe Natureza, nossa terra querida, vivendo e me transformando em Viçosa, cidade amada.
Qual foi a última vez que você fez algo pela primeira vez? Qual foi a última vez que se elogiou na frente do espelho ou escutou o seu irmão com atenção?
Hoje tive um tempo legal com Juliana num ambiente novo e já chorei umas quatro vezes.
Olhei para um moço na rua e quis muito adivinhar a história dele. Não por curiosidade, mas por querer conhecer as origens de suas rugas e a história de seus fios brancos. Foi trabalhando num navio, onde não havia leis em alto mar: valia tudo. Sofreu aquele moço.
Passei por uma moça que transmitia boa energia e trocamos um sorrisinho do tipo “é, sei o que você passa”. Hoje me permiti recomeçar, mesmo querendo continuar com as minhas cotidianidades que só meu coração e rotina sabem. Amanhã será mais uma tentativa e um tempo a mais para que eu possa olhar para o outro com mais atenção e para o espelho com mais amor.
E assim seguimos adiante.
Você vem com a gente?
Mas… Brasil vai mal no ranking mundial da empatia
Segundo uma pesquisa norte-americana que avaliou 63 países, o Brasil ocupa a posição 51° no ranking de empatia. O “país acolhedor”, na verdade, deixa muito a desejar.
Segundo a análise da socióloga Débora Messemberg, a “gentiliza brasileira é apenas uma propaganda turística” e nos distanciamos da empatia justamente porque somos um país muito desigual: “há uma Bélgica e uma índia aqui dentro”.
A pergunta que fica é: de qual Brasil você faz parte e como tem olhado para as pessoas ao seu redor?
Que nesta Páscoa possamos nos presentear mais, olhar para o outro com mais atenção e carinho e nunca se esquecer que um simples gesto já pode ser um ato de amor gigantesco.
Não é por menos que a empatia é a arte de se fazer belo e uma das principais causas de uma autoestima livre e leve.
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Com carinho,
Clorofitum.