Redes sociais e autoestima: como elas afetam a nossa aparência?

Se antes da pandemia o mundo já estava muito globalizado e tecnológico, imagina só agora depois de mais de 1 ano de distanciamento social? Não é à toa que os provedores de internet superfaturaram e as redes sociais se tornaram um dos principais meios de informação, relacionamento, estudos e interação.

Nos encontramos diariamente e constantemente diante à uma telinha de computador ou de celular desde o momento em que acordamos até aqueles minutos finais antes de dormir. Em tempos de pandemia, o contato com as pessoas, trabalho, academia, faculdade e atualização das notícias está tudo na telinha.

Apesar das vantagens que a Era da Informação nos trouxe, também nos deparamos com os efeitos colaterais: o quanto estamos nos comparando com os outros? Qual a frequência que utilizamos filtros para alongar nossos cílios ou edição para ficar mais parecidas com fulana?

A pergunta que temos é: quem somos nós em um mundo virtual onde as edições sufocam nossa própria aparência?

Este artigo é para você! 😊

 

 

“Dismorfia Snapchat”: o quanto os filtros nos afetam?

Uma pesquisa desenvolvida pela Hootsuite, grande responsável pela gestão de redes sociais no mundo, aponta que cerca de 140 milhões de brasileiros não só usam alguma rede social, como passam mais de 3 horas online.

Com esta frequência, não há dúvidas de que vemos nossas vidas sendo representadas pela telinha e construímos visões de mundo a partir delas.

Não é à toa que estudiosos e cirurgiões plásticos norte-americanos lançaram o termo “dismorfia Snapchat” como referência ao número crescente e exacerbado de mulheres que passaram a procurar por plásticas que as deixassem parecidas com alguma imagem que viram nas redes sociais.

O doutor Esho, que trabalha em clínicas estéticas renomadas nos Estados Unidos, relata que antes do boom tecnológico, as pacientes o procuravam com a intenção de ficarem parecidas com celebridades ou modelos que gostavam. Hoje, com o avanço devastador das mídias sociais, elas o procuram com a intenção de ficarem parecidas com os filtros que utilizam.

 

 Claro que a frustração e a baixa autoestima batem forte à porta, afinal, a beleza é única e a subjetividade humana é tão linda que não permite que fiquemos parecidos com outras pessoas senão com nós mesmos.

Ainda bem!

 

O imperativo de ‘seja feliz, bonito e tenha sucesso’

Não necessariamente alguém se coloca à sua frente e fala que você precisa ser feliz, bonito e ter dinheiro. Mas, de tanto esta imagem ser retratada, passa a ser real.

Quanto mais vemos uma representação de perfeição e recortes minuciosamente editados e calculados no online, mais o nosso cérebro entende que aquela imagem é um padrão a ser seguido.

Mas, querido cérebro, acontece que estamos correndo rápido e com força na direção errada: além de estarmos nos distanciando de nós mesmos, corremos em busca de uma identidade irreal, irrisória e superficial.

É por isso que nos chocamos quando vemos pessoas famosas e que admiramos sendo vulneráveis e mostrando que suas vidas não são perfeitas.

Quer um exemplo?

Recentemente, em entrevista para a apresentadora Oprah, o príncipe Harry e Meghan Markle, casal da realeza britânica, revelou a insatisfação e o quanto já sofreram seguindo normas e protocolos que não tinham relação com quem eles de fato são.

Este é o resultado quando tentamos seguir algo que não faz parte de nós: frustração e inconsistência.

A partir de quem você é, construa o seu próprio imperativo a ser seguido e seja feliz! 😊

 

 

Já pensou se todo mundo fosse igual?

Uma vez que estão disponíveis online, o mesmo filtro que você utiliza também pode ser utilizado por qualquer outra pessoa do planeta.

A beleza que defendemos é aquela que prioriza a autenticidade, personalidade, diversidade, que seja única e real.

Ou seja, a beleza que tem defeitos, apesar de todo seu glamour.

Foi pensando em salvar a autenticidade de cada um que a Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP) promoveu uma campanha contra qualquer tipo de fake news e procedimentos estéticos que colocassem a saúde e bem-estar do paciente em risco.

Como resultado, eles queriam transmitir a mensagem de que o irreal e o perfeito não podem ser vendidos porque se trata de uma promessa inatingível.

E nós, que existimos por causa da beleza, queremos transmitir a mensagem de que: você só é única porque há inúmeras outras pessoas diferentes de você.

Isto sim é de verdade!

 

Como desenvolver a autoaceitação em tempos de redes sociais?

O caminho pode ser um pouco arenoso e difícil de atravessar, mas será transformador para você.

  • Sempre que pensar que só sua vida não é perfeita, pensa em todos aqueles que já evidenciaram sua vulnerabilidade online;
  • Já ouviu a frase “não compare seu bastidor com o palco de ninguém”? Pois é! Comparações são as que mais matam qualquer autoestima: cada um tem sua história, realidade e escolhas. Se comparar é injusto;
  • Construa um ritual de cuidados com você. Skincare, beber água, melhorar a alimentação e cronograma capilar são algumas dicas de como você pode se sentir bem;
  • Busque seguir e acompanhar pessoas que sejam grandes inspirações para você e que te mostrem uma beleza real;
  • Todos os dias, treine se olhar no espelho com respeito à toda sua história e caminhos percorridos até aqui, e liste um atributo e característica marcante da sua personalidade por dia;
  • Lembre-se que nenhuma transformação acontece sem comprometimento: se comprometa com você, com o seu bem-estar e com a sua beleza continuamente.

 

Em um mundo em que a perfeição não existe, enquanto ser vulnerável é um ato de coragem, ser quem você é, é um ato de amor próprio.

Que tal uma boa dose de autoestima em tempos de redes sociais?

Nos conte aqui nos comentários o que você achou desta nossa conversa e se ela faz sentido para você? Vamos amar saber! 😊

 

Com carinho,

Clorofitum.

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